Que 2012 seja um ano de profundas transformações, de evolução, de amor no sentido maior.
segunda-feira, 2 de janeiro de 2012
Mensagem de Esperança
Que 2012 seja um ano de profundas transformações, de evolução, de amor no sentido maior.
sábado, 8 de outubro de 2011
Teoria U - Parte 2
domingo, 31 de julho de 2011
Teoria U
sábado, 14 de maio de 2011
Educação do Homem Integral – Parte 2
Hoje vou continuar o tema sobre educação do homem integral!
Segundo Huberto Rohden no seu livro “Educação do Homem Integral”, o homem integral pode ser representado por três círculos parcialmente sobrepostos e parcialmente independentes, deixando no centro uma área comum a todos os círculos:

De acordo com a física, a luz incolor é a síntese de todas as cores. Quando a luz incolor passa por um prisma triangular, ela se desdobra nas sete cores do arco-íris.
Tomando por símbolo da alma a luz incolor do centro, compreendemos que todos os círculos podem ser afetados por esta luz. Assim, a verdadeira educação do homem integral só pode partir do centro do seu Eu, porque só esta luz incolor atinge o corpo, a mente e as emoções.
Por aí se compreende que a verdadeira educação do homem integral só pode ser auto-educação, partindo do centro da natureza humana, e não uma alo-educação, partindo de algum dos círculos periféricos.
Agora você pode estar se perguntando: então qual é a função do professor? E eu respondo: adivinhe? Mostrar o caminho por onde o aluno possa se auto-educar (lembrando que educação é diferente de instrução, veja mais na postagem anterior).
Ou como escreveu Herman Hesse (Nobel de literatura):
“Nada lhe posso dar que não exista em você mesmo,
Não posso abrir-lhe outro mundo de imagens além daquele que
há em sua própria alma.
Nada lhe posso dar a não ser a oportunidade, o impulso, a
chave.
Eu o ajudarei a tornar visível seu próprio mundo, e isso é tudo”.
Ainda conforme Rohden, o escopo supremo da educação é tornar o homem feliz, realmente feliz. A verdadeira educação mostra ao homem o caminho para ser feliz, seja no gozo, seja no sofrimento. Esta felicidade não é um “prêmio” dado ao homem bom; a felicidade é ele mesmo, quando sua consciência está em harmonia com a alma do Universo!
domingo, 23 de janeiro de 2011
Educação do Homem Integral
Vamos começar com o que pensava Albert Einstein: A ciência é maravilhosa, mas ela não pode valorizar a vida do homem; o homem 100% científico pode ser 0% bom; 100% de instrução não é necessariamente 100% de educação, precisamente porque valores vêm de outra região.
Bem, então parece que existe uma diferença entre “Educação” e “Instrução”.
Huberto Rohden (filósofo e educador brasileiro) no seu livro “Educação do Homem Integral” diz que:
“A instrução tem por fim fornecer ao homem o conhecimento e o uso dos objetos necessários para a sua vida profissional. A educação tem por fim despertar e desenvolver no homem os valores da natureza humana; porquanto a natureza humana existe em cada indivíduo apenas em forma potencial, embrionária.”
Ainda, segundo Einstein: “A descobrimento das leis da natureza – a ciência – torna o homem erudito; mas não torna o homem bom. O homem bom é aquele que realiza os valores que estão dentro de sua consciência”. Assim: “O homem instruído é erudito. O homem educado é bom.”
Interessante, não?! Então isso significa que apenas transmitir conhecimentos científicos não significa educar. O que faz bastante sentido, pois o mesmo conhecimento pode ser utilizado para destruir o planeta (em busca de lucros imediatos) ou para viver de forma sustentável (ambiental, social e economicamente), depende da educação, da consciência da pessoa que está utilizando este conhecimento.
Na próxima postagem vamos ver sobre significado de “Homem Integral” e caminhos para esta “Educação”. Até breve!
sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
Mensagem de final de ano
Como esta é uma época especial, vou pela primeira vez falar um pouco de mim...
2010 foi um ano de transformação para mim, sai de um trabalho convencional para trabalhar de forma mais abrangente, com mais pessoas, assuntos e desafios...
Idéias que apesar de fazerem os meus olhos brilharem e meu coração bater mais forte, não foram fáceis de iniciar, pois o novo assusta e todo o campo inexplorado contém obstáculos ainda não imaginados.
Mas tudo isso me ajudou muito a evoluir como ser humano, a entender que tudo simplesmente “flui”, independentemente do rumo que achamos que seja “o certo”, também aprendi a sentir e ver sobre novos pontos de vista e a amar a humanidade, independentemente de seus erros e acertos.
Mudanças, alegrias e aprendizados...
Sim, este foi um ano de grandes mudanças internas, uma revisão completa sobre tudo, que me fez “intuir” melhor no lugar de somente “pensar” (sou engenheira, lembram? então o “raciocinar” sempre foi mais fácil do que o “sentir”).
E o meu trabalho está começando a germinar... a semente estava forte e segura, podia viver milênios desta forma sem aparecer (era mais segura nos padrões convencionais), mas com cuidado especial, propósito elevado e amor, resolveu se abrir e se mostrar...e agora consigo ver as suas primeiras folhas...2011 será o ano das flores e dos frutos...aguardem...
Este blog é uma forma maravilhosa de divulgar o que acredito e de mostrar que não acredito sozinha, como dizia uma música de Raul Seixas: “sonho que se sonha só, é só um sonho que se sonha só, mas sonho que se sonha junto é realidade”.
Então, queridos leitores, agradeço de coração por terem compartilhado comigo suas idéias e sentimentos, por terem pensado sobre o que escrevi, por terem me dado a oportunidade de semear esperança...
Desejo a vocês um abençoado Natal e
Um 2011 cheio de amor, descobertas, crescimento, paz, alegrias, humanidade...
Com carinho e até breve,
Ana Marques
domingo, 31 de outubro de 2010
Teoria dos Sistemas Vivos – Parte 2
Interdependência: todos os membros de uma comunidade ecológica estão interligados numa grande rede de relações, a teia da vida. Logo, a interdependência (dependência mútua de todos os processos vitais dos organismos) é a natureza de todas as relações ecológicas. Assim, é importante a nossa mudança de percepção das partes para o todo, de objetos para relações, de conteúdo para padrão, ou seja, pensar de forma sistêmica. Uma comunidade humana sustentável está ciente das múltiplas relações entre seus membros, nutrir a comunidade significa nutrir estas relações. Então, o sucesso da comunidade toda depende do sucesso de cada um de seus membros e o sucesso de cada membro depende do sucesso da comunidade como um todo.
Reciclagem: sendo sistemas abertos, todos os organismos de um ecossistema produzem resíduos, mas o que é resíduo para uma espécie é alimento para outra, de modo que o ecossistema como um todo permanece livre de resíduos. Um dos principais desacordos entre a economia e a ecologia vem do fato de que a natureza é cíclica, enquanto que nossos sistemas industriais são lineares. Assim, extraímos recursos e os transformamos em produtos e resíduos. Os padrões sustentáveis de produção e de consumo precisam ser cíclicos, como na natureza. Para conseguir estes padrões cíclicos, precisamos replanejar num nível fundamental nossas atividades comerciais e nossa economia. Como exemplos, poderia ser mais utilizada a energia solar (que é a fonte básica de energia dos ecossistemas) e implantar gradativamente impostos ecológicos (para que os preços refletissem melhor os custos reais, e falando nisso lembra da postagem sobre Capital Natural?).
Cooperação: nos ecossistemas os intercâmbios cíclicos de energia e de recursos são sustentados por cooperação generalizada. Na sociedade humana atual, a economia enfatiza a competição, a expansão e a dominação; mas a ecologia enfatiza a cooperação, a conservação e a parceria (hum, parece que estamos indo para a direção errada...). Nas comunidades humanas, parceria significa democracia e poder pessoal, pois cada membro da comunidade desempenha um papel importante. À medida que uma parceria se processa, cada parceiro passa a entender melhor as necessidades dos outros. Numa parceria verdadeira, confiante, ambos os parceiros aprendem e mudam, eles coevoluem. Veja mais sobre este assunto na postagem “Cooperação como chave do sucesso”.
Flexibilidade: em um ecossistema, é uma conseqüência de seus múltiplos laços de realimentação, que tendem a levar o sistema de volta ao equilíbrio sempre que houver um desvio com relação ao padrão, devido a condições ambientais mutáveis. A falta de flexibilidade se manifesta como tensão e esta ocorre quando uma ou mais variáveis do sistema forem empurradas até seus valores extremos, o que induzirá uma rigidez intensificada em todo o sistema. Assim, administrar um sistema social (uma empresa, uma cidade ou uma economia) significa encontrar os valores ideais para as variáveis do sistema. Se tentarmos maximizar qualquer variável em vez de otimizá-la, isso levará à destruição do sistema como um todo. O princípio da flexibilidade também sugere uma estratégia correspondente para a resolução de conflitos. Em toda comunidade sempre haverá contradições e conflitos, que não podem ser resolvidos em favor de um ou do outro lado. Por exemplo, a comunidade precisará de estabilidade e de mudança, de ordem e de liberdade, de tradição e de inovação. Esses conflitos inevitáveis são muito melhor resolvidos estabelecendo-se um equilíbrio dinâmico, em vez de decisões rígidas que privilegiem apenas um dos lados.
Diversidade: nos ecossistemas, o papel da diversidade está estreitamente ligado com a estrutura de rede do sistema. Um sistema diversificado também será flexível, pois contém muitas espécies com funções ecológicas sobrepostas que podem, parcialmente, substituir umas às outras. Nos ecossistemas, a complexidade da rede é uma conseqüência da sua biodiversidade e, desse modo, uma comunidade ecológica diversificada é uma comunidade elástica. Nas comunidades humanas, a diversidade étnica e cultural pode desempenhar o mesmo papel. Diversidade significa muitas relações diferentes, muitas abordagens diferentes do mesmo problema. No entanto, a diversidade só será uma vantagem estratégica se houver uma comunicação realmente vibrante, sustentada por uma teia de relações. Se a comunidade estiver ciente da interdependência de todos os seus membros, a diversidade enriquecerá todas as relações e, desse modo, enriquecerá a comunidade como um todo, bem como a cada um dos seus membros.
Interessante, não?! Agora pense em como estes princípios podem ser aplicados na sua vida. Pensar para entender, sentir, mudar...



